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Sócrates (o outro… aquele… o inteligente)
S: Grande buraco negro que aqui está… Uma belo local para fazer uma ponte de quatro tabuleiros: um para bicicletas, um para carros, um para o TGV e um para as pessoas poderem passear ao Domingo.
MC: Mas senhor primeiro-ministro, isto não vai ainda aprofundar ainda mais o buraco?
S: Claro que não, que ideia. Notoriamente você não percebe nada de gestão de dinheiros públicos.
MC: Mas, Sr. Primeiro…
S: Xiuu! Faz-se uma bela inauguração. Põe-se umas palas laterais de 2 metros de altura… para as pessoas não olharem lá para baixo… por causa das vertigens!... Mas que cara essa, Medina! Que incréus estes sofistas…! Oh, homem, se tem uma solução melhor diga!
MC: Bem, pelos meus cálculos, temos hoje mais construtores corruptos do que em 1910, mais advogados incompetentes e juízes incapazes, temos um belo naipe de deputados medíocres, uma catrafada de presidentes de câmara analfabetos e eticamente mal formados, uns quantos jornalistas lambe-botas e uma cambada funcionários públicos parasitários… se juntarmos esta malta toda e a atirarmos para dentro buraco, penso que facilmente o taparemos. Um bocadinho de alcatrão por cima e ficará impecável.
S: Ideia mais disparatada… Não há dinheiro que chegue para uma coisa dessas… Temos que saber gastar o dinheirinho público. Ainda se propusesse o aprofundamento do buraco para fazermos um túnel daqui até à Madeira, podíamos pensar no assunto… agora isso. Meta isto na cabeça: não há dinheiro para gastar em coisas superficiais…
MC: Como dar dinheiro a bancos sem viabilidade financeira?
S.: E você que não viesse com essa. Fique sabendo que em breve teremos o retorno de tudo que lá foi enterr… perdão, investido. Talvez o dobro.
MC: Pois… quem sabe o triplo!
S: Exacto, quem sabe! Olhe meu caro, não quer passar lá em casa para beber um copito? Tenho lá uma bela bebida grega... cicuta. Já ouviu falar?

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