Quando ouvimos falar de terroristas há um conjunto de palavras ou siglas que nos vêm imediatamente à mente – CIA, NSA, FBI, Interpol, Scotland Yard, Mossad… brigada antiterrorista daqui, brigada antiterrorista dali. Enfim, tudo profissionalíssimas e eficientíssimas organizações de combate ao terrorismo. Calculo mesmo que, no interior das células terroristas, deve haver algo como um código de ética profissional, em que ser perseguido por qualquer uma destas entidades é uma condição sine qua non, uma questão de estatuto. Fulano de tal foi abatido pela Mossad, beltrano foi apanhado pela CIA. É por isso que não posso deixar de olhar com alguma pena para os dois etarras presos em Portugal. Embora não nutra qualquer simpatia pela forma como lutam pela causa que professam (sendo ateu rezo com toda a força para que os espanhóis os fechem numa cela e deitem a chave fora), confesso que me perturba um pouco a forma pouco digna como tudo isto se passou. Depois de anos de conspirações, de identidades secretas, de tráfico de armas, da frequência de antros, certamente perigosos, ser preso pela GNR de Torre de Moncorvo é um fim indigno de uma carreira de terrorista. Sem desprimor para a GNR de Moncorvo, que terá certamente muitos méritos, temos que ver isto no cenário mais amplo e vasto. Nisto do martirismo terrorista ser preso pela GNR de Torre de Moncorvo não é algo que se queira ter no currículo. Ainda se fosse a PSP da esquadra do Paraíso, no Porto, pelos GOES, ou mesmo por um daqueles polícias que anda de bicicleta ali para os lados do Estoril, ainda vá… mas pela GNR de Torre de Moncorvo! Não há dignidade de terrorista que resista...
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NOTA: Na imagem vemos os três estarolas, gente corajosa que dá a cara (como podem ver) pelo que acredita. Planeando certamente um corajoso ataque bombista, que é como quem diz, um corajoso assassinato de pessoas inocentes.
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