Há imagens que valem por mil palavras e outras que despertam em nós uma vontade indomável de comentá-las, embora não saibamos muito bem o que dizer tamanho é o ridículo da situação. Não é que a ameba da foto ao lado foi assaltar um supermercado e ficou preso no buraco por onde pretendia entrar, tendo sido objecto de uma operação de "desencarceramento" por parte dos bombeiros. Não posso deixar de pensar nos que lhe terá perpassado pelo cérebro, que pelo teor da coisa não há-de ter mais que três neurónios e ainda assim apenas um fica de guarda enquanto os outros dois dormem. À aflição de não conseguir andar para trás nem para a frente, rapidamente se terá juntado o medo da humilhação estrondosa que facilmente se adivinharia chegar com o alvor. Será que ele se riu de si próprio? Será que chorou? será que rezou? Será que aproveitou para dormir uma soneca?E que pensamentos obscuros terão passado pela cabeça de quem o encontrou em tão indigna posição? Será que desejou ter uma palmatória (daquelas com furos como se utilizava na escola primária antigamente)? Uma varinha de oliveira? Será que teve pensamentos impuros para se aproveitar daquela aparenete disponibilidade? Será que teve pena?
Será que o proprietário do estabelecimento apresentou queixa?
Eu cá não sei se teria pena. Sei lá! Tamanho é o ridiculo que talvez tivesse. Uma coisa é certa, se eu fosse este desgraçado e tivesse de cumprir pena, evitava apanhar sabonetes. Com um azar destes nunca se sabe...
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